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Mensagens

O mundo ficou mais pobre...

O nosso mundo ficou mais pobre. Quando o meu pai morreu, há 12 anos, houve outro pai que me adotou!  O meu sogro! Já o tinha feito, mas passei a senti-lo mais depois da perda do meu pai!  E agora também o perdi! Perdemos todos... E que perda.... E a dor que sinto hoje é muito idêntica à que senti há 12 anos...  Um grande homem! Com valores e princípios inigualáveis! Bondoso e amigo! Um homem que viveu e trabalhou pela lei, pela verdade, pela integridade, pela compaixão e generosidade! Pautado pela ajuda ao próximo! Adorava ouvir as suas histórias dos tempos em que trabalhava! Contava-as várias vezes, mas sempre com grande entusiasmo! Brincava com os netos, metia-se com eles, arreliava os miúdos a tirar-lhes os brinquedos, gozava comigo por andar sempre a ser picada pelas melgas! Misturava água com Coca-Cola, o que nos fazia sempre rir. Arranjava sempre o que fazer, ou arranjar uma videira ou cavar um rego para a água, serrar troncos ou virar a água para encher...

Entrada em 2022

Comecei o ano atrasada! Doente desde o final do ano passado, não comecei 2022 no dia 1! Uma tosse de saltarem os olhos fora, 3 testes covid negativos, noites sem dormir com a tosse, dias de zombie sem conseguir dormir também!  Lá me reduzi à minha insignificância e lá fui ao médico! Xaropes, anti histamínicos e lá veio o belo do antibiótico! Confesso que depois de aviar a receita, ainda estive umas horas a decidir se o tomava ou não! Depois de ter estado tantos anos a precisar de antibioterapia para tudo e mais alguma coisa, comprometi a minha flora microbiana residente! Matei muitas das minhas bactérias normais e que tanto nos ajudam em vários processos vitais. Digestão, proteção contra outras bactérias patogénicas, e por aí fora! Em Maio de 2017, depois da segunda pneumonia em 5 meses, foi quando parei de tomar tantos antibióticos!  Desde essa altura, só tomei 2 vezes, e por causa de infeções respiratórias.  Depois, quanto mais sabemos, mais consciência temo...

Flashback 2021

Este ano não fiz pedidos nenhuns, nem intenções na passagem de ano. Tenho estado doente (tosses, gargantas e companhias! Sem Covid-19 até agora) e por isso o meu ano novo ainda não começou! O ano que passou, já se foi. Com todas as alegrias e tristezas. Começou com uma oportunidade de fazer parte dum momento histórico ao fazer parte da equipa que começou a vacinação anti-covid aos profissionais do IPO, em Abril passou pela perda duma pessoa com uma importância gigante na minha vida, era expectável, mas nem por isso foi menos dolorosa, Junho fez-me parar com uma crise de fibromialgia, que me fez ponderar e tomar algumas decisões que podiam não ter corrido bem, mas correram (até agora!). Essas decisões ditaram que no final de Agosto eu me sentisse cheia de energia para me candidatas a uma pós graduação em controlo de Infeção e entrasse. Comecei em Outubro e passei a usar todo o meu tempo livre para estudar! Entretanto em Setembro fiz um curso online, também sobre controlo de ...

Dia da Saúde Mental...

Pelos vistos hoje é o Dia Mundial da Saúde Mental. Dia 10 de Outubro! Faz hoje precisamente 14 anos que perdi a minha! Que tive o maior  break down da minha vida... Já falei disto aqui A recuperação é um trabalho que não acaba, não acaba  mas acalma. Tenho muito orgulho no caminho que percorri, tive muita ajuda, mas o papel principal foi meu!

De volta à vida...

O problema de estar muito tempo sem escrever por aqui é que não sei por onde começar... Ou faço um testamento ou não digo nada de especial! A última vez que por aqui vim, foi numa altura muito triste para mim, após o falecimento da minha madrinha! Parece que só escrevo em alturas de maior dor, talvez seja porque a escrita funciona como um desabafo, alivia-me o peso da dor quando passo para as palavras aquilo que me vai na alma!  Mas a vida não são só tristezas, e a minha é cheia de coisas boas, felizmente!  Tenho imensas coisas para partilhar aqui, e quase todos os dias me lembro de coisas para escrever, mas as "lembraduras" acontecem sempre no carro, no caminho para casa ou trabalho, e apontar ideias enquanto conduzo não é prático, nem permitido, por isso quando chego a casa não me lembro de metade, e como o tempo é escasso também não me sento a escrever as ideias que tive. No dia seguinte não me lembro de quase nada! 😁😁😁 Esta cabecinha já viu melhores dias, mas também já...

Dias duros...

Esta última semana foi dura. ​Muito dura! ​ É claro que já sabia que a Malhó ía morrer, era evidente que não iria durar muitos mais anos.  Eu achava que estava preparada. ​Só que não... ​ No dia ​ do seu 104º aniversário,​ no qual  a fomos visitar ​,​ eu soube que ​ o fim​ estaria para muito breve. Eu ​senti!   Eu vi muitas pessoas a partirem, muitas mais do que devia ​ ou queria​ , e ​em ​ muitas delas ​era possível perceber ​​ que íam morrer ​ daí a ​ umas horas ​.​ Às vezes algumas colegas diziam "Tu não agoires!" ou "Lá estás tu com essas coisas!" mas raramente me enganava. Quando não era naquela noite era na seguinte. Mas se até ​ com​ ess ​a​ s ​ pessoas​ , que não eram ​as ​ m ​inhas pessoas, eram "apenas" meus doentes , me custavam, até por elas eu chorava.. Quantas vezes passei a Ponte 25 de Abril  a chorar , depois das mortes que assisti no trabalho! Tantas, tantas! E desde que a Malhó morreu que sinto uma tristeza muito grande. Uma dor que nã...

Reconhecimento ao Lar Barro Sénior Residence

Às vezes os anjos cruzam as nossas vidas. Vêm disfarçados de pessoas, mas ao fim de contas, descobrimos que são muito mais do que isso! Todas as pessoas que trabalham no lar Barro Sénior Residence , onde a minha Malhó viveu nos últimos anos são desses anjos.  Não têm asas, mas têm muito colo... Não voam, mas tem abraços que aconchegam... Não têm aspeto de querubins, mas têm brincadeiras, sorrisos e gargalhadas para todos...  Não tocam harpas, mas tocam os corações.  Há coisas que não se conseguem disfarçar, e o carinho com que os idosos olham para estes anjos reflete o amor com que são tratados! Não é apenas mais um lar, é um LAR como o nosso onde se pode chamar de casa. Não é onde se deixam os velhos. É para onde os idosos vão viver com dignidade, com cuidados, com amor e carinho. Onde fazem muito mais do que comer e dormir. Onde há atividades, festas e todos participam! Há alegria! Há amigos! Há amor!  Eles são família e foram família da minha Malhó durante estes ...