Avançar para o conteúdo principal

Amanhã nova consulta...

Amanhã temos mais um desafio pela frente!
Vamos ao Hospital Pulido Valente para a situação do homem ser analisada pela Cirurgia Cardiotorácica!

 Às 8 da MANHÃ!!
Não devia ser permitido marcar consultas para essa hora!
Os médicos ainda devem estar meios KO, e depois a terem que olhar para as imagens a preto e branco dos Rx, que aquilo baralha-se tudo, não sei não!!!
Acho melhor levar um cafézinho para oferecer à doutora antes de entrar... assim só para ser simpática..

Já para não falar de quem vai à consulta (neste caso, nós) nem ter tempo de tomar um banhinho descansados... Usar todas as camadas de maquilhagem a que tenho direito... 
Tomar um pequeno almoço equilibrado e nutritivo... Acordar... E sei lá mais o quê...
O melhor mesmo é ir para a cama cedo.

Quanto à consulta, vamos ouvir uma opinião sobre qual o caminho a seguir agora!
Vamos ver...
Vai tudo correr pelo melhor.

Até amanhã, que eu agora tenho miminhos para administrar a horas certas!
500mg de 8/8h...

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vida depois da morte...

Doar o meu corpo à Ciência!!! Tenho esta ideia há muito tempo, mas só hoje tratei de tudo...

Talvez porque hoje se assinala mais um aniversário da morte da minha prima. Tinha 29 anos, acidente de mota e fim!!! Acabou tudo de repente e abalou para sempre as nossas vidas. Um primo do outro lado da família morreria passados 6 meses, do mesmo modo.
É claro que ninguém pensa no que se quer que se faça depois da morte, aos vinte e tal anos!!! Nem aos trinta e nem aos quarenta. Mas a Morte é o que todos nós temos como certo.
Espero estar a meio da minha vida. Espero morrer velhinha, cheia de rugas, gaiteira e ter desculpa para comer Nestun (ou cerelac) todos os dias, mas ninguém sabe o que nos espera...
Lido com a Morte há demasiado tempo. Comecei cedo demais. Aos 22 anos a cuidar de corpos sem vida, ainda quentes, acabados de morrer!  Era demasiado nova... Claro que depois queria era desanuviar e ir dançar uma noite inteira para me esquecer. Não resultou! Ainda me lembro de muitos. Outros esqueci, felizm…

E de repente o mundo mudou...

Comecei o ano cheia de boas intenções, que lá ficaram, exatamente no mesmo sítio, no início do ano.
A nossa vida mudou, o país e o mundo também. As minhas intenções resumem-se agora a: Sobreviver, Protegerosmeus.
O Coronavírus SARS CoV 2 ou COVID-19 transformou-se numa pandemia a nível mundial. Entraremos em breve em estado de emergência. As escolas fecharam, a maior parte dos espaços públicos e muitos serviços também. Quem pode está em casa em teletrabalho ou isolamento social e só vai trabalhar quem é obrigado. Profissionais de saúde, forças de segurança, bombeiros, super/hiper-mercados, etc.
O meu hospital está em estado de alerta! Todos os dias mudam o modo de funcionamento das coisas para adaptar os recursos que temos à realidade com que nos deparamos. Estamos todos a aprender. Cancelaram algumas coisas, reduziram outras, mas não podemos parar. Faz hoje 23 anos que entrei nesta "casa IPO" e nunca vivi um momento como este!
Todos os dias são um campo de batalha, e eu, ao contrário…

Sinto falta de um abraço...

Hoje foi talvez o dia mais difícil desde que estamos em estado de emergência com isolamentos, quarentenas e afins!
A minha menina fazia 8 anos! Já tínhamos reservado um espaço para lhe fazer a festa, com os convites já feitos, lista de amiguinhos, ía ter pinturas faciais, piscina de bolas, fatos para se mascararem, várias atividades, bolo do Snoopy, etc. Quando percebemos o andar das coisas, ainda antes da escola fechar, percebemos que não iria haver festa. O Coronavírus não ía deixar. Cancelamos. Optamos por deixá-la com a minha mãe, porque tanto eu como o pai temos que continuar a trabalhar e não podíamos arriscar a vir para casa contaminados, estar com ela e ela contagiar a avó.
No dia 16 de março de manhã, despeço-me dela à porta da minha mãe com o último abraço, um beijinho meio a medo, dado na cabeça e sigo para o trabalho de coração desfeito. Sem saber quando a poderei voltar a abraçar. Choro todo o caminho e sinto que vou para a guerra. Sinto-me impotente perante um inimigo invisíve…