Avançar para o conteúdo principal

Dias em atraso... 1 de Maio 2010

Alcácer do Sal, Sábado, 1 de Maio, 15horas

Mais uma noite em branco!
Não fechaste os olhos nem cinco minutos, e eu vencida pelo cansaço, ainda dormitei entre as seis e meia e as oito... Mas tu não!!!
Passaste a noite entretido a desfazer uma bola de borracha com os dentes, não sei se com raiva, ou por não teres nada mais com que te entreter. De vez em quando, olhavas para a televisão durante muito tempo; fico na dúvida se a veres realmente alguma coisa, ou simplesmente a olhar, ou a pensar na situação em que te encontras...?

Fico na dúvida...

Quando te perguntava se precisavas de algo, negaste sempre, excepto uma vez, que me pediste um beijo... Dei-te muitos e tu a mim.

São estes momentos que me dão força para continuar, estes, e quando chego e tu me brindas com um sorriso rasgado, lindo, e um ar de felicidade.
Não dou as noites como perdidas, mas sim como ganhas junto de ti! Só tenho pena que não durmas para descansar, mas sei que a noite te assusta!
E aproveitas o dia para dormir! Estás há cinco horas a dormir.

Estou a ganhar forças para me fazer à estrada, para ir descansar e amanhã poder passar o dia da Mãe, com a minha mamã e com o meu filho.

Daqui a uns dias estarei cá, novamente contigo.

O teu corpo começa a dar sinais do tempo em que te encontras acamado, não toleras a maior parte das posições e algumas zonas começam-se a ressentir!

Tentamos fazer o melhor que podemos e sabemos para te ajudar a suportar essa prisão em que te encontras, a cama!


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Há 20 anos foi assim...

Esta sou eu! Há 20 anos... É assim que me vejo quando penso em mim. Quando encontrei esta foto reconheci em mim tudo o que senti na altura! Foi um ano de viragem na minha vida. Aqui ainda só tinha dado meia volta, mas estava plena! Cheia de alegria, sucesso interior, amor próprio e auto-reconhecimento do meu valor, cheia de vontades e segurança, força e determinação. Com o riso fácil refletido nos olhos. Estava feliz, muito feliz! Estava eu...

Sinto falta de um abraço...

Hoje foi talvez o dia mais difícil desde que estamos em estado de emergência com isolamentos, quarentenas e afins! A minha menina fazia 8 anos! Já tínhamos reservado um espaço para lhe fazer a festa, com os convites já feitos, lista de amiguinhos, ía ter pinturas faciais, piscina de bolas, fatos para se mascararem, várias atividades, bolo do Snoopy, etc. Quando percebemos o andar das coisas, ainda antes da escola fechar, percebemos que não iria haver festa. O Coronavírus não ía deixar. Cancelamos. Optamos por deixá-la com a minha mãe, porque tanto eu como o pai temos que continuar a trabalhar e não podíamos arriscar a vir para casa contaminados, estar com ela e ela contagiar a avó. No dia 16 de março de manhã, despeço-me dela à porta da minha mãe com o último abraço, um beijinho meio a medo, dado na cabeça e sigo para o trabalho de coração desfeito. Sem saber quando a poderei voltar a abraçar. Choro todo o caminho e sinto que vou para a guerra. Sinto-me impotente perante um inimigo inv...

Crianças que não fazem birras

Cada vez me apetece mais escrever, tenho mais ideias a fervilhar na cabeça, mas menos tempo para as vir aqui escrever. Também tenho cada vez mais coisas que quero ler! A cabeça anda a mil, e o corpo não acompanha e ressente-se da falta de férias e de paz! A piolha não tem sido fácil de aturar e na semana passada, depois de uma birra fenomenal, comprei um livro que já me tinha chamado a atenção, "As Crianças Francesas Não Fazem Birra" de Pamela Druckerman, e estou a adorar! No site da WOOK dá para ler o início do livro! Além de educativo, é engraçadíssimo! A escritora é uma americana que foi viver para Paris e notou que as crianças francesas não faziam as mesmas cenas que os filhos das suas amigas americanas! Que a vida dos casais franceses não se focava exclusivamente em satisfazer os caprichos dos seus "enfants"! Que era possível ter conversas civilizadas junto de crianças que se entretinham a brincar sozinhas em vez de estarem permanentemente a puxar a saia ...