Na semana passada tive que fazer e entregar um trabalho do curso num timing muito apertado.
Foi uma pressão enorme e muito trabalhoso.
Como aqui a "Je" é flor de estufa, qualquer coisinha a deita abaixo, no dia seguinte à entrega do trabalho, não me consegui levantar da cama! Dores no corpo todo, um cansaço inexplicável e a cabeça mais zonza do que quando bebia 4 vodkas numa noite... (Família, esta parte não é preciso ler!)
No dia seguinte ao seguinte apanhei uma cena qualquer marada, ou uma virose, ou uma stressose, ou uma cansaditose ou o raio que o parta que me deixou a vomitar e a fazer aquelas outras coisas que fazemos quando apanhamos viroses, aquelas que nos obrigam a ir muitas vezes à casa de banho. (Caganeira! Soltura! Diarreia! O que quiserem chamar!)
Passei um fim de semana no wc!
No fim de semana passado fui ao Alentejo, neste fui ao WC!
Ai que romântico, sei lá! Fica ali pós lados do oeste!.... Chique!
Hoje, segunda-feira, já sem cagar desde ontem de manhã, (Não consigo chamar outro nome, desculpem. Evacuar, é para quem caga com classe. Isto foi outra coisa), mas adiante, hoje fui trabalhar!
Passei parte da manhã sabem onde?
No wc!
Foi no wc do serviço, foi no wc da estação de serviço da A8, foi no wc do Intermarché e não foi à porta de casa por escassos segundos e porque ainda me restam algumas forças.
Para agravar o Nestum de arroz estava esgotado!
Quem é que deixa esgotar o Nestum de arroz?? Ou vendem pouco e não repõem stocks ou está a minha aldeia toda a cagar fininho e esgotaram o Nestum do Intermarché e do Minipreço cá do sítio!
Hoje foi talvez o dia mais difícil desde que estamos em estado de emergência com isolamentos, quarentenas e afins! A minha menina fazia 8 anos! Já tínhamos reservado um espaço para lhe fazer a festa, com os convites já feitos, lista de amiguinhos, ía ter pinturas faciais, piscina de bolas, fatos para se mascararem, várias atividades, bolo do Snoopy, etc. Quando percebemos o andar das coisas, ainda antes da escola fechar, percebemos que não iria haver festa. O Coronavírus não ía deixar. Cancelamos. Optamos por deixá-la com a minha mãe, porque tanto eu como o pai temos que continuar a trabalhar e não podíamos arriscar a vir para casa contaminados, estar com ela e ela contagiar a avó. No dia 16 de março de manhã, despeço-me dela à porta da minha mãe com o último abraço, um beijinho meio a medo, dado na cabeça e sigo para o trabalho de coração desfeito. Sem saber quando a poderei voltar a abraçar. Choro todo o caminho e sinto que vou para a guerra. Sinto-me impotente perante um inimigo inv...
Comentários
As tuas melhoras!