Avançar para o conteúdo principal

Coração de alguém...


Só conseguimos possuir um coração, além do nosso, quando este bate no peito dum ser pequenino que cresce dentro de nós!
E mesmo esse tem dono!
Pertence-nos até ao momento da maior alvorada da nossa vida, o nascimento!

Depois disso resta-nos o nosso...
De nada adianta tentar possuir o coração de outro!
Jamais será nosso.
Pode bater em sintonia, pode até caminhar ao nosso lado, e com o mesmo ritmo que o nosso, mas não nos pertence...

E quanto mais o tentamos agarrar, mais ele nos foge das mãos! Tal qual ele é, viscoso e escorregadio, irrequieto...
Se o apertarmos muito, ele pára! E deixa de bater por nós...
Passará a bater por outro qualquer coração que o deixe respirar melhor, e que não o sufoque!

Mais vale deixá-lo bater, deixá-lo ir...
E rezar para que continue a voltar para que o nosso tenha o compasso que tanta falta lhe faz para continuar a viver!

Comentários

Sandra Simões disse…
Difícil é quando escutamos o nosso bater, ecoando angústia...mas de certo que o teu voltará a dar pulos mais tranquilos.

Um beijinhos repenicado na bochecha...da cara :)

Mensagens populares deste blogue

Há 20 anos foi assim...

Esta sou eu! Há 20 anos... É assim que me vejo quando penso em mim. Quando encontrei esta foto reconheci em mim tudo o que senti na altura! Foi um ano de viragem na minha vida. Aqui ainda só tinha dado meia volta, mas estava plena! Cheia de alegria, sucesso interior, amor próprio e auto-reconhecimento do meu valor, cheia de vontades e segurança, força e determinação. Com o riso fácil refletido nos olhos. Estava feliz, muito feliz! Estava eu...

Crianças que não fazem birras

Cada vez me apetece mais escrever, tenho mais ideias a fervilhar na cabeça, mas menos tempo para as vir aqui escrever. Também tenho cada vez mais coisas que quero ler! A cabeça anda a mil, e o corpo não acompanha e ressente-se da falta de férias e de paz! A piolha não tem sido fácil de aturar e na semana passada, depois de uma birra fenomenal, comprei um livro que já me tinha chamado a atenção, "As Crianças Francesas Não Fazem Birra" de Pamela Druckerman, e estou a adorar! No site da WOOK dá para ler o início do livro! Além de educativo, é engraçadíssimo! A escritora é uma americana que foi viver para Paris e notou que as crianças francesas não faziam as mesmas cenas que os filhos das suas amigas americanas! Que a vida dos casais franceses não se focava exclusivamente em satisfazer os caprichos dos seus "enfants"! Que era possível ter conversas civilizadas junto de crianças que se entretinham a brincar sozinhas em vez de estarem permanentemente a puxar a saia ...

Sinto falta de um abraço...

Hoje foi talvez o dia mais difícil desde que estamos em estado de emergência com isolamentos, quarentenas e afins! A minha menina fazia 8 anos! Já tínhamos reservado um espaço para lhe fazer a festa, com os convites já feitos, lista de amiguinhos, ía ter pinturas faciais, piscina de bolas, fatos para se mascararem, várias atividades, bolo do Snoopy, etc. Quando percebemos o andar das coisas, ainda antes da escola fechar, percebemos que não iria haver festa. O Coronavírus não ía deixar. Cancelamos. Optamos por deixá-la com a minha mãe, porque tanto eu como o pai temos que continuar a trabalhar e não podíamos arriscar a vir para casa contaminados, estar com ela e ela contagiar a avó. No dia 16 de março de manhã, despeço-me dela à porta da minha mãe com o último abraço, um beijinho meio a medo, dado na cabeça e sigo para o trabalho de coração desfeito. Sem saber quando a poderei voltar a abraçar. Choro todo o caminho e sinto que vou para a guerra. Sinto-me impotente perante um inimigo inv...