Depois de uma semana em casa com a piolheca com varicela, hoje o meu coração vai apertado.
Na 6a feira de manhã ela disse: "Vou pôr a chupeta no lixo!", e pôs!
Pensei que passados 5 minutos a fosse buscar, mas não!
Essa noite acordou imenso e passei 2 horas encolhida na caminha dela porque chorava de 10 em 10 minutos.
Tem estado difícil para adormecer, mas nunca pediu a chucha! Valente!
Hoje, senti-a desamparada quando a deixei, com falta do aconchego que a chucha lhe dava e custou-me um bocadinho!
Claro que já era mais do que tempo de deixar aquela porcaria! Dava-lhe cabo dos dentes e estava nojenta porque me recusava a comprar outra.
O irmão deixou-a antes dos 2 anos, ela daqui a pouco tem 4!! Mas nunca fiz disso grande drama! Cada criança tem o seu ritmo e sabia que acabaria por deixar naturalmente!
Mas hoje deu-me tanta pena! Estava tão tristonha, perdida, que me deu vontade de a abraçar muito até ela ser crescida!
Hoje foi talvez o dia mais difícil desde que estamos em estado de emergência com isolamentos, quarentenas e afins! A minha menina fazia 8 anos! Já tínhamos reservado um espaço para lhe fazer a festa, com os convites já feitos, lista de amiguinhos, ía ter pinturas faciais, piscina de bolas, fatos para se mascararem, várias atividades, bolo do Snoopy, etc. Quando percebemos o andar das coisas, ainda antes da escola fechar, percebemos que não iria haver festa. O Coronavírus não ía deixar. Cancelamos. Optamos por deixá-la com a minha mãe, porque tanto eu como o pai temos que continuar a trabalhar e não podíamos arriscar a vir para casa contaminados, estar com ela e ela contagiar a avó. No dia 16 de março de manhã, despeço-me dela à porta da minha mãe com o último abraço, um beijinho meio a medo, dado na cabeça e sigo para o trabalho de coração desfeito. Sem saber quando a poderei voltar a abraçar. Choro todo o caminho e sinto que vou para a guerra. Sinto-me impotente perante um inimigo inv...
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